Muse - The Resistance

Muse

 

A crítica musical vem aclamando The Resistance como o primeiro álbum do Muse a ter a cara do Muse. Ou seja, flertes com o progressivo, climas apoteóticos, guitarras grandiosas, presença constante da influência do Queen (cada vez maior), inclinação para o rock de arena, adicionados a uma sensibilidade pop invejável. Ou seja, o Muse quer fazer música grandiosa. De lotar estádios. E eles sabem como poucos fazer isso.

 

Admito que, apesar de fã inveterado da banda, comecei a me incomodar um pouco com a influência de música eletrônica e dos sintetizadores tipo 80’s, que se manifestou firmemente no álbum anterior, Black Holes and Revelations, de 2006. Para mim, o melhor do Muse (até agora) foi feito em Orygin of Symmetry (2001) e Absolution (2003). Mas, ao mesmo tempo que essa “modernização” do som me desgrada um pouco, tu ouve em Black Holes a perfeita, grandiosa e irretocável Knights of Cydonia. Pronto. Minhas críticas caem por terra. O selo de qualidade do Muse está lá, e é muito forte.

 

Assim também é The Resistance. Tem pop descarado e influência de Depeche Mode, mas com MUITA qualidade. E as partes rock estão muito rock. Matthew Bellamy continua roubando a cena, com seus vocais potentes e assutadoramente emotivos. E sua guitarra está cada vez mais Brian May (olha o Queen de novo!). A bateria de Dominic Howard está cada vez mais tribal, apesar de seus recursos serem vastos. E Chris Wostenholme segue firme como um excelente baixista e backing vocal, fazendo a cama perfeita para Bellamy.

 

Esse é o Muse atual: uma máquina de criar hinos. Essa é a ideia que temos ao ouvir o álbum. Tudo tem potencial para hino. Música de estádio lotado. Mais “moderninho”, sim, mas ainda irretocável. E The Resistance vai ficando melhor a cada audição…

 

Esse é o clipe de Uprising, primeira música de trabalho.

 

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