Breve História das Camisetas

Mundialmente, as camisetas são conhecidas como T-Shirts, ou “Camisetas T”. O nome já diz tudo, pois uma vez disposta com as mangas abertas, a peça forma a figura da letra “T”.

Seu surgimento data de meados do século XVIII, período da Revolução Industrial, com o surgimento das máquinas de produção de malha. No início, a camiseta era uma mera peça do vestuário íntimo masculino, usada apenas para aquecer o corpo no inverno e reter o suor no verão, de forma a poupar as camisas do desgaste da transpiração.

A partir da década de 30, os trabalhadores braçais passaram a usá-la no dia-a-dia, o que marca o início da “utilização externa” das camisetas.

Na década de 50 os astros rebeldes de Hollywood, como James Dean (Juventude Transviada) e Marlon Brando (Um bonde chamado desejo) popularizam as camisetas, usando-as em seus filmes. Efeito: a peça vira ícone de rebeldia no imaginário dos jovens da época.

Nos anos 60, os candidatos à presidência dos EUA inauguram o período das estampas nas camisetas, passando a veicular propagandas políticas. Ainda nesta década, os hippies se dão conta do poder de comunicação das estampas e começam a veicular suas mensagens de liberdade, paz e amor através das camisetas.

A partir deste período, a camiseta deixou de ser apenas peça do vestuário para ocupar espaço no mundo dos valores subjetivos, transmitindo mensagens, idéias e significados.

Na década de 80 as mensagens de cunho social das estampas deram lugar aos logotipos de grandes griffes e as camisetas invadiram o universo da moda, fato que se reproduz até hoje, cada vez com mais intensidade.

Ainda na década de 60, formou-se o que se chama de “santa trindade da vestuário jovem”: a camiseta, o tênis e a calça jeans. Entre os três itens, a camiseta ocupa o maior índice de popularidade, em termos mundiais. Primeiro, pelo fato de ter o preço mais acessível. Segundo, por carregar em si um imenso espaço físico para a exibição de idéias, valores, imagens, mensagens, qualquer coisa que provoque identificação com as características pessoais de quem está vestindo-as. É como um “out-door ambulante”, ou melhor, uma “carteira de identidade” de quem as está vestindo, do tipo “eu sou assim”, “eu acredito nisso”, “essa é a minha cara”.

Nós da Munaya não vemos porque NÃO vestir uma camiseta. É gostoso de usar, é um dos itens do vestuário mais baratos que existem, veste bem em praticamente todas as ocasiões (exceto as que sejam muito formais, é claro), é despojada por natureza e ainda tem a capacidade mostrar um pouco da personalidade de quem a usa. Perfeito, não é?

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